POLÍTICA

Moraes será relator de ação que tenta reverter decisão do Congresso sobre aumento do IOF

Ministro do STF assume relatoria de ação que busca validar decreto presidencial sobre tributação financeira, derrubado pelo Congresso. Decisão deve esclarecer limites de poderes entre Executivo e Legislativo.
Redação Portal Norte
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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), foi escolhido relator da ação que pode validar o aumento do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) decretado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A Ação Declaratória de Constitucionalidade (ADC) foi protocolada pela Advocacia-Geral da União (AGU) e tenta reverter a decisão do Congresso, que derrubou o decreto do Executivo.

Moraes assumiu a relatoria por já comandar outras duas ações sobre o mesmo tema, protocoladas por PL e PSOL. Ainda não há data para a decisão.

Lula em embate com Congresso. Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil.

AGU pede restauração

A AGU sustenta que o decreto presidencial está dentro das atribuições legais do Executivo e que o Congresso, ao anular a medida, feriu o princípio constitucional da separação dos poderes.

Para o governo federal, a Constituição permite que o presidente altere as alíquotas do IOF por decreto, respeitando os limites legais.

Já o PSOL, em ação própria, defende que o Congresso pode sustar atos do Executivo, mas apenas em casos de abuso do poder regulamentar — o que, segundo o partido, não ocorreu neste caso.

Advogado-geral da União, Jorge Messias. Foto: José Cruz/ Agência Brasil.

O que diz o decreto do IOF

Editado por Lula no fim de maio, o decreto fazia parte do pacote econômico para aumentar a arrecadação e cumprir as metas do novo arcabouço fiscal. Ele previa aumento das alíquotas do IOF sobre operações de crédito, câmbio e seguros.

Com forte resistência no Congresso, o governo recuou e apresentou uma medida provisória focando a tributação sobre apostas online (bets) e investimentos hoje isentos.

A MP também prevê corte de R$ 4,28 bilhões em gastos obrigatórios neste ano, como forma de compensação. Ainda assim, o Congresso derrubou a versão original do decreto do IOF na última semana.

Agora, caberá ao STF decidir se o presidente Lula tem ou não prerrogativa legal para aumentar o IOF por decreto.

*Com informações da Agência Brasil