SAÚDE GLOBAL

Estudo aponta que fim da USAID pode causar 14 milhões de mortes até 2030

Pesquisa da Lancet estima que desmantelamento da agência americana de desenvolvimento pode resultar em milhões de mortes evitáveis até 2030, especialmente em países em desenvolvimento.
Redação Portal Norte
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O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, celebrou o fim da USAID (Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional) na terça-feira (1). No entanto, um estudo recente da Lancet sugere que a dissolução da agência pode resultar em 14 milhões de mortes nos próximos cinco anos.

A pesquisa indica que os cortes no financiamento de saúde, como HIV/AIDS e malária, podem ter um impacto similar ao de uma pandemia global ou grande conflito armado.

“Nossas estimativas mostram que, a menos que os cortes abruptos de financiamento anunciados e implementados no primeiro semestre de 2025 sejam revertidos, um número alarmante de mortes evitáveis ​​poderá ocorrer até 2030”, aponta o estudo.

Impactos do desmantelamento

Grupos humanitários expressaram preocupações sobre o rápido desmantelamento da USAID e o congelamento de ajuda.

Em contrapartida, o Departamento de Estado defendeu a mudança e afirmou que direcionará os recursos para iniciativas comerciais e de investimento, com foco na eficiência. O secretário disse que, sob Trump, os EUA priorizarão seus interesses nacionais e desconsiderou os dados apresentados, alegando suposições erradas.

O fechamento da USAID gerou a perda de milhares de empregos e teve um impacto direto nas operações humanitárias em todo o mundo. Ainda assim, a reestruturação está sendo observada de perto por parlamentares e especialistas em assistência internacional.

Em Roraima

Roraima sentiu diretamente os cortes de Trump na ajuda humanitária, com prejuízos ao atendimento de refugiados venezuelanos. Sem verbas da OIM e do ACNUR, centros como o Sumaúma, que servia 1.800 refeições por dia, fecharam.

O Unicef também reduziu ações de saúde e nutrição, priorizando apenas casos graves. A resposta do governo brasileiro não foi suficiente para conter os efeitos sobre as comunidades mais vulneráveis.