O vice-governador do Amazonas, Tadeu de Souza, falou ao programa Povo na TV sobre os desafios estruturais enfrentados por Belém (PA) para sediar a COP 30, e se Manaus estaria preparado para receber o evento.
Durante a entrevista, Tadeu destacou a importância de ampliar a visão do evento para além de uma cidade-sede.
“A COP não é em Belém, a COP é no Brasil e, acima de tudo, na Amazônia”, afirmou. Para ele, o debate não deve se restringir à logística de uma cidade, mas sim reforçar o papel estratégico da floresta e de seus estados na agenda ambiental global.
Amazonas estaria pronto para receber a COP?
Questionado sobre a capacidade de Manaus receber o evento caso Belém não conseguisse atender à demanda internacional, o vice-governador foi direto:
“O Estado do Amazonas, as suas representações, eu acho que, inclusive, a própria estrutura organizacional, a sociedade civil organizada, todo o eixo econômico comercial, os operadores logísticos daqui, a gente tinha capacidade, sim, de ajudar Belém nessa representatividade do Brasil”, cometou o vice-governador.
Segundo Tadeu, essas condições tornariam o estado apto a contribuir significativamente com a realização da conferência climática, caso fosse necessário.
Sustentabilidade é diferencial do Amazonas, diz Tadeu
Tadeu de Souza aproveitou a oportunidade para destacar o modelo de desenvolvimento sustentável do Amazonas.
De acordo com ele, o estado possui 97% da cobertura vegetal preservada, um índice que supera amplamente os dos demais estados da região Norte.
“Isso não aconteceu por acaso”, disse, atribuindo o resultado à sabedoria tradicional dos povos amazônicos e à existência de um modelo industrial que não polui, não produz rejeitos e mantém chaminés limpas.
Para o vice-governador, o Amazonas pode servir de exemplo para o Brasil e para o mundo sobre como desenvolver a economia de forma sustentável e cuidar das pessoas ao mesmo tempo.