JUSTIÇA

Réus são condenados a 44 anos de prisão por morte de servidor em Porto Velho

Tribunal do Júri em Porto Velho condenou dois homens por morte brutal de socioeducador em janeiro de 2023. Crime envolveu facção criminosa e destruição de cadáver.
Redação Portal Norte
ouça este conteúdo
00:00 / 00:00
1x

Na segunda-feira (18), dois réus foram condenados por homicídio quadruplamente qualificado e destruição de cadáver pelo assassinato do socioeducador Otacílio Ramos Guimarães Filho, morto em janeiro de 2023. As sentenças, proferidas pelo Tribunal do Júri, resultaram em 31 anos e 1 mês de prisão para um dos réus e 13 anos para o outro.

O crime foi marcado por uma brutalidade extrema. A vítima, que trabalhava na Secretaria de Estado da Justiça (Sejus), foi assassinada com golpes de terçado e esgorjamento. Após o homicídio, o corpo foi incinerado em um terreno baldio, com a intenção de ocultar o crime.

Investigações começaram em março

Em março, a Polícia Civil deflagrou a “Operação Artrox”, com o objetivo de capturar os responsáveis pelo crime. Durante a operação, foram cumpridos quatro mandados de prisão temporária e 13 de busca e apreensão. Além dos dois réus condenados, outras pessoas também foram investigadas, sendo que uma delas morreu em confronto com a polícia.

As investigações indicaram que os réus tinham vínculo com uma facção criminosa e que o assassinato foi motivado por um motivo torpe, com uso de meios cruéis e recursos que dificultaram qualquer chance de defesa por parte da vítima, que estava desarmada e em grande desvantagem numérica.

De acordo com o promotor Fábio Rodrigo Casaril, as penas impostas reafirmam o compromisso do Ministério Público com a segurança pública e com a aplicação rigorosa da justiça.

“O Ministério Público tem atuado com firmeza para garantir que crimes como esse não fiquem impunes. Esta condenação reforça o direito da sociedade à justiça e à proteção”, afirmou.

Casaril também informou que o MP recorreu da sentença aplicada ao réu que foi condenado a 13 anos, buscando um aumento na pena.

A atuação do Ministério Público, segundo Casaril, é essencial para garantir a segurança pública e o cumprimento das leis, especialmente no combate ao crime organizado. “O MP segue firme na defesa da ordem pública e no cumprimento das leis penais, garantindo que a sociedade tenha acesso à justiça”, completou o promotor.

*Com informações do Rondônia Agora.