SEGURANÇA PÚBLICA

Facção criminosa que atuava em Porto Velho tem membros condenados pela Justiça

Justiça condena 23 membros de facção que atuava em Porto Velho e outras regiões do estado, totalizando mais de 158 anos de pena. O grupo tinha ligações com o Comando Vermelho e foi responsável por crimes que incluem tráfico, roubos e morte de policial militar.
Redação Portal Norte
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A 2ª Vara de Delitos de Tóxicos de Porto Velho condenou 23 pessoas pelos crimes de participação em facção criminosa, tráfico de drogas e associação para o tráfico.

As investigações, realizadas no âmbito da operação “Ordo Partium”, deflagrada pela Polícia Civil em 2019, revelaram a atuação de um grupo organizado em Porto Velho e em outras regiões do Estado.

A sentença analisou o envolvimento de 40 acusados e detalhou a hierarquia e os métodos do grupo criminoso, que também tinha vínculos com facções de outros estados.

Além do tráfico de drogas, o grupo foi relacionado a outros crimes, como furtos, roubos, coerção, tentativas de homicídio e ações criminosas no Orgulho do Madeira, conjunto habitacional de Porto Velho dominado pela facção Comando Vermelho.

O residencial foi alvo de operações da Polícia Militar após o assasinato do cabo Fábio Martins, vítima de uma emboscada realizada pela organização.

Além disso, a morte do policial foi um dos casos que levou a onda de ataques violentos por todo o estado na última semana.

Detalhes da investigação

As investigações começaram após a denúncia de uma suposta festa promovida pela organização criminosa.

Mensagens interceptadas com autorização judicial revelaram detalhes da operação do grupo, incluindo sorteios de armas e coletes à prova de balas.

As interceptações telefônicas também trouxeram evidências sobre a estrutura hierárquica da organização, com ordens sendo transmitidas de dentro e fora dos presídios.

Condenações

Com base nas provas coletadas, incluindo as gravações telefônicas, a Justiça analisou o papel de cada réu no esquema criminoso.

Embora alguns tenham sido absolvidos por falta de provas suficientes, 23 réus foram condenados. As penas aplicadas variaram entre 5 e 13 anos de prisão, totalizando 158 anos, 6 meses e 10 dias de reclusão, além de multas.

A condenação foi baseada na Lei nº 12.850/2013, que define organização criminosa como um grupo com pelo menos três integrantes agindo de forma estável e permanente para cometer crimes.

A pena prevista para participação em organizações criminosas pode chegar a oito anos de reclusão, sendo ainda maior para aqueles que ocupam posições de liderança.