EDUCAÇÃO RONDÔNIA

VÍDEO: estudantes ‘passeiam’ de moto em escola de Porto Velho em forma de protesto; entenda

Estudantes protestam contra exoneração de diretores após denúncias de cobrança irregular de taxas escolares. Manifestação ganhou repercussão nas redes sociais e levou à suspensão de cobranças pela Seduc.
Redação Portal Norte
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Estudantes da Escola Estadual João Bento da Costa, em Porto Velho, realizam protesto após a exoneração do diretor e da vice-diretora da unidade.

Mesmo após a saída da gestão, os alunos seguem mobilizados e, além das manifestações dentro da escola, começaram a articular uma greve estudantil, com proposta de falta coletiva às aulas como forma de pressionar por mudanças.

Um dos protestos que mais chamou atenção foi registrado em vídeo: estudantes circularam de motocicleta dentro da escola em meio à multidão que participava do ato. As imagens rapidamente se espalharam pelas redes sociais.

Assista ao vídeo:

Entenda a exoneração

A Secretaria de Estado da Educação de Rondônia (Seduc) exonerou os diretores da escola após denúncias de que alunos teriam sido retirados de sala por não pagarem R$ 3,50 referentes a uma atividade escolar. A decisão foi confirmada na última terça-feira (3).

Segundo a Seduc, a exoneração ocorreu no contexto de uma reformulação já prevista na gestão da unidade.

A pasta destacou que o cargo de diretor escolar é de livre nomeação e exoneração, conforme a legislação vigente, e que a medida visa melhorar o ambiente escolar e a qualidade do ensino.

Denúncia ganhou repercussão nas redes sociais

O caso ganhou visibilidade depois que estudantes relataram, nas redes sociais, que teriam sido impedidos de permanecer em sala de aula por não terem como pagar o valor da atividade.

A denúncia gerou forte comoção entre a comunidade escolar e a população em geral.

Diante da repercussão, equipes técnicas da Superintendência Regional de Educação foram até a escola e realizaram um levantamento completo da situação.

Seduc suspende cobranças e reforça direitos

Como resultado da apuração, a Seduc determinou a suspensão imediata de qualquer cobrança financeira relacionada às atividades escolares.

Em nota, a secretaria reforçou que nenhuma escola da rede estadual pode cobrar valores dos estudantes para compra de material didático ou para custear atividades internas.

Também enfatizou que é proibido prejudicar ou excluir alunos por questões financeiras.

Por fim, a Seduc informou que segue acompanhando o caso e que adotará as providências necessárias para garantir os direitos dos estudantes — que ainda realizam protesto na escola de Porto Velho — e o cumprimento das normas da rede pública estadual.