RELIGIÃO

Vilhena tem mais evangélicos que católicos pela 1ª vez; entenda cenário religioso da cidade

Dados do Censo 2022 mostram que evangélicos ultrapassaram católicos em Vilhena pela primeira vez na história, refletindo tendência de transformação religiosa em Rondônia.
Redação Portal Norte
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A fé na maior cidade do sul de Rondônia, passou por uma virada histórica. Segundo dados do Censo Demográfico 2022, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), os evangélicos se tornaram o maior grupo religioso de Vilhena, superando os católicos, que por décadas lideraram as estatísticas locais.

No ranking estadual, Vilhena é a 20ª cidade mais evangélica de Rondônia. Espigão do Oeste lidera com 49,12% de protestantes.

Já Pimenteiras do Oeste é a mais católica do estado, com 61,41% da população declarando seguir o catolicismo, seguida por Corumbiara (57,99%) e Cabixi (56,79%).

Como está o cenário religioso em Vilhena?

De acordo com o levantamento, 41,74% dos moradores de Vilhena se declararam evangélicos, enquanto os católicos agora representam 39,65%.

Já as pessoas sem religião somam 10,91% dos moradores, seguidas por praticantes de outras religiões (6,33%), espíritas (0,83%) e religiões de matriz africana (0,33%). Tradições indígenas aparecem com 0,03%.

O grupo evangélico foi o que mais cresceu: de 27.441 fiéis em 2010 para 34.111 em 2022 – um aumento de 24,3%. Os católicos, por outro lado, caíram 10,5% no mesmo período, passando de 36.194 para 32.407 seguidores.

Outras religiões

Além da ascensão evangélica, o Censo aponta crescimento expressivo em outras crenças. O grupo de “outras religiosidades”, o que pode incluir islamismo, judaísmo, religiões orientais, neopagãs, entre outras, subiu 156,4%, passando de 2.017 para 5.172 pessoas.

Isso fez de Vilhena a cidade de Rondônia com o maior percentual da população nessa categoria: 6,3%.

As religiões de matriz africana também avançaram: houve um crescimento de 51,4%, de 179 praticantes em 2010 para 271 em 2022.

Enquanto algumas crenças se fortalecem, outras perderam espaço. O número de espíritas caiu 7,1%, passando de 733 para 681 pessoas.

Já o grupo que segue tradições religiosas indígenas teve uma queda drástica de 84,4%, de 135 para apenas 21 pessoas em 12 anos.

O número de pessoas sem religião também teve leve redução: em 2010, eram 9.401; agora são 8.918 – queda de 5,1%.

Gráfico com comparativo da população por religião no município – Foto: Reprodução/ChatGPT