SAÚDE RONDÔNIA

Menina de 10 anos morre em hospital infantil de Porto Velho e família denuncia negligência

Família acusa Estado de negligência após morte de criança que estava sem medicamento há quatro meses, apesar de ordem judicial. MP investiga caso como homicídio qualificado.
Redação Portal Norte
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A morte da menina Isabella Sophia Araújo Damazio, de 10 anos, ocorrida na última segunda-feira (16), no Hospital Infantil Cosme e Damião, em Porto Velho (RO), gerou denúncia de negligência contra a Secretaria de Estado da Saúde (Sesau).

Segundo a família, a criança estava há quatro meses sem receber um medicamento essencial para seu tratamento, mesmo com decisão judicial obrigando o fornecimento.

A mãe da menina, Ireuma Silva, afirma que o remédio — usado de forma contínua — era entregue até novembro de 2023, quando o fornecimento foi interrompido. Desde então, a saúde de Isabella teria se agravado. Ela foi internada no início deste ano e permaneceu hospitalizada até o óbito.

O Ministério Público de Rondônia (MP-RO) confirmou que havia uma ordem judicial em vigor que obrigava o Estado a fornecer o medicamento. O órgão informou ainda que solicitou à Polícia Civil a abertura de um inquérito para investigar a morte da criança como homicídio qualificado.

Hospital Infantil Cosme e Damião, em Porto Velho. Foto: Reprodução/Governo de Rondônia

O que diz a Sesau

Em nota, a Sesau informou que Isabella fazia uso contínuo de Diazóxido, medicamento manipulado e de uso restrito, geralmente fornecido por meio de determinação judicial.

De acordo com a pasta, o fornecimento vinha sendo feito por processos emergenciais, mas as duas empresas credenciadas deixaram de atender aos critérios exigidos para renovação do contrato.

A secretaria afirmou que um novo edital de credenciamento foi aberto, mas nenhuma empresa demonstrou interesse até o momento. Também destacou que a paciente foi internada após a mãe relatar a falta do remédio e que a criança recebeu tratamento clínico durante a hospitalização.

A secretária lamentou a morte e disse estar à disposição das autoridades para prestar esclarecimentos.

*Com informações do portal g1.