Cinco dos setes suspeitos de aplicarem um golpe milionário para roubar salários inteiros de jogadores de futebol famosos, como Gabigol, foram presos em Porto Velho.
A operação “Falso 9” para desarticular o esquema aconteceu na manhã desta terça-feira (24) e cumpriu 33 mandados judiciais em cinco estados: 22 de busca e apreensão, nove de prisão preventiva e dois de prisão temporária.
As ações ocorreram nas cidades de Almirante Tamandaré (PR), Curitiba (PR), Cuiabá (MT), Lábrea (AM) e Porto Velho (RO).
Como funcionava o esquema de desvio de salários?
As investigações começaram em janeiro deste ano, depois que o setor de prevenção à fraude de uma instituição financeira identificou irregularidades em operações de portabilidade salarial envolvendo nomes de jogadores da Série A.
Os criminosos conseguiam os dados dos jogadores, criavam contas falsas em nome deles e, com isso, pediam a transferência automática dos salários para essas contas.
Assim que o dinheiro caía, ele era imediatamente sacado, usado em compras ou enviado a outras contas, tudo para dificultar o bloqueio e a recuperação.
O golpe causou um prejuízo que ultrapassa R$ 1 milhão. Até agora, cerca de R$ 135 mil foram recuperados ou bloqueados preventivamente.
A instituição bancária responsável afirmou que corrigiu a falha de segurança, ressarciu os clientes e notificou as autoridades.

Parte do dinheiro foi para empresas e pessoas físicas
A investigação descobriu ainda que parte do valor desviado foi parar em contas de pessoas físicas e jurídicas localizadas em Cuiabá e Porto Velho. Apenas esse grupo teria recebido mais de R$ 287 mil.
As investigações continuam para identificar todos os envolvidos e rastrear o destino do dinheiro restante. A Operação Falso 9 segue em andamento com o objetivo de impedir que novos golpes sejam aplicados com esse tipo de fraude.
Além disso, a ação conta com ajuda do Ministério da Justiça (MJSP).
