CORRUPÇÃO

Servidores são afastados por cobrar propina em regularização de imóveis em Candeias do Jamari; entenda

Operação da Polícia Civil afasta servidores da prefeitura suspeitos de cobrar propinas para acelerar liberação de escrituras. Esquema funcionava há pelo menos dois anos no município de Rondônia.
Redação Portal Norte
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A Polícia Civil de Rondônia deflagrou, na manhã desta terça-feira (15), a segunda fase da operação “Taxa Venal”, que investiga um esquema de cobrança indevida na liberação de escrituras públicas em Candeias do Jamari, município da região metropolitana de Porto Velho.

Durante a ação, foram cumpridos cinco mandados judiciais, sendo três de busca e apreensão e dois de afastamento do cargo contra servidores públicos.

Os investigados atuavam no Setor de Regularização Fundiária da prefeitura e são suspeitos de receber pagamentos ilegais para agilizar processos e reduzir taxas cobradas pela administração municipal.

Segundo a Polícia Civil, as investigações tiveram início após denúncias feitas por vítimas em 2024. Os relatos apontam que servidores de Candeias do Jamari pediam dinheiro “por fora” para acelerar a entrega de escrituras ou conceder vantagens indevidas em tributos municipais.

Os indícios de corrupção levaram à abertura da operação, coordenada pela Delegacia de Combate à Corrupção (DECOR), com apoio da DRACO1 (Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas) e da DRLD (Delegacia de Repressão aos Crimes Contra o Patrimônio Público e à Lavagem de Dinheiro).

Esquema já era alvo da primeira fase da operação

A primeira fase da “Taxa Venal” foi deflagrada em julho de 2023, quando a polícia cumpriu mandados contra um servidor vinculado à Secretaria Municipal de Patrimônio, Habitação e Regularização Fundiária (SEMPH).

Na época, a Prefeitura de Candeias do Jamari informou que o servidor já havia sido exonerado antes da operação, logo após a gestão municipal tomar conhecimento da suspeita.

As novas diligências desta terça-feira ampliam o foco da investigação, sugerindo que o esquema era mais amplo e envolvia outros agentes públicos em atividade.

Até a última atualização desta matéria, a Prefeitura de Candeias do Jamari não havia divulgado nota oficial sobre os servidores afastados ou sobre medidas internas que serão adotadas após a nova fase da operação.

A Polícia Civil continua as investigações e deve ouvir os envolvidos nos próximos dias para esclarecer a participação de cada um no suposto esquema. Os nomes dos investigados não foram divulgados.