JUSTIÇA

‘Serial killer’ de Boa Vista é condenado a 25 anos por estuprar e matar morador de rua

Tribunal do Júri em Boa Vista condena homem por crime brutal contra morador de rua cometido em 2022. Condenação de 25 anos marca resposta judicial contra crimes de extrema violência.
Redação Portal Norte
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O Tribunal do Júri em Boa Vista condenou um homem de 30 anos, a uma pena de 25 anos e seis meses de prisão em regime fechado por estuprar e matar Antônio Francisco Memória de Carvalho, um morador de rua de 48 anos. O crime aconteceu em outubro de 2022 e foi capturado por câmeras de segurança. A sentença foi proferida nesta quarta-feira (4), após o julgamento.

Segundo o MPRR, Daniel Eduardo Fuenmayor Rojas cometeu o estupro antes de consumar o homicídio, reforçando a crueldade do ato. Na época, a Polícia Civil se referiu a ele como “serial killer” e o relacionou a outros três homicídios.

Relembre o caso do ‘Serial killer’

O caso foi conduzido pelo Ministério Público de Roraima (MPRR), que acusou Daniel de atacar brutalmente a vítima enquanto ela dormia na calçada do bairro Piscicultura. Nas imagens, é possível ver Daniel tentando abrir a calça da vítima e, em seguida, agredindo-a violentamente com chutes e socos no rosto, sem chance de defesa. Antônio foi encontrado com as calças abaixadas e com sinais de violência, incluindo ferimentos graves na cabeça.

O promotor de Justiça Paulo André de Campos Trindade atuou na acusação, classificando o crime como homicídio triplamente qualificado, devido ao motivo torpe, à crueldade empregada e ao uso de recurso que impossibilitou a defesa da vítima. Em sua sentença, o juiz responsável afirmou que Daniel demonstra uma propensão à criminalidade, caracterizada pela agressividade e frieza.

Para o promotor de Justiça Diego Oquendo, que também participou do julgamento, a condenação representa um marco para os familiares da vítima e para a sociedade de Roraima, ressaltando que a justiça criminal tem o compromisso de assegurar que crimes bárbaros como esse não permaneçam impunes. Ele afirmou que a decisão “demonstra que a Justiça foi feita e que a dignidade da vítima foi preservada.”

A sentença reflete a resposta judicial à brutalidade do crime e ao impacto social causado, além de servir como um sinal contra a impunidade e em favor da proteção da comunidade.

Com informações do Portal g1.