Em 2025, a área destinada ao plantio de grãos em Roraima deve aumentar em 163 mil hectares, abrangendo soja, milho, feijão e a inclusão do algodão.
A Secretaria de Agricultura e Desenvolvimento (Seadi) anunciou, no último domingo (2), esse crescimento de 7% em relação ao ano anterior.
O cultivo dos principais grãos no estado inicia-se em abril, com a expectativa de superar as áreas plantadas nos anos anteriores.
Em 2023, os produtores cultivaram pouco mais de 150 mil hectares, enquanto em 2024, a área chegou a 151,4 mil hectares, conforme relatório da Seadi.
De acordo com o secretário de Agricultura, Desenvolvimento e Inovação, Márcio Granjeiro, o cenário favorável resulta, em parte, da ampliação das áreas de soja, milho, feijão e outros grãos.
Ele ressaltou que a projeção para 2025 é que a área plantada de soja chegue a 128 mil hectares no estado.
Além disso, esse aumento é significativo em relação ao ano passado, impulsionado pela abertura de novas áreas e pela recuperação de áreas antigas para melhorar a produtividade.
Como será a distribuição das áreas de cultivo em 2025?
Os principais grãos cultivados em 2025 incluem soja, milho e feijão, com destaque para a introdução do algodão no calendário agrícola deste ano. Ademais, a distribuição da área de plantio em Roraima será a seguinte:
- Soja: 128 mil hectares;
- Arroz: 13 mil hectares;
- Milho: 16 mil hectares;
- Feijão: 5 mil hectares; e
- Algodão: 1 mil hectare.
A diversificação de culturas tem impulsionado a produção agrícola de Roraima nos últimos anos. Granjeiro apontou o bom desempenho do estado na introdução de novas culturas.
Ele destacou a possibilidade de Roraima ser o local da primeira plantação de algodão tecnificado na safra de 2025. O mercado inicial será voltado para a demanda local e, no futuro, para o mercado internacional.
Quais são as perspectivas dos agricultores locais para 2025?
A agricultora do Projeto de Assentamento Nova Amazônica, Asselia Pio, cultiva milho e feijão e expressou otimismo para 2025.
Por fim, ela mencionou que, junto ao esposo e ao genro, espera colher os dois hectares plantados, com expectativa de manter a produção de milho e feijão, que no ano anterior resultou em aproximadamente cinco sacos de milho.