SEGURANÇA PÚBLICA

PCRR prende dois homens suspeitos de violência sexual contra adolescente em Caracaraí

Operação da Polícia Civil prende dois suspeitos de abuso sexual contra menores. Investigações apontam crimes que começaram há anos e envolvem múltiplas vítimas na família.
Redação Portal Norte
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A Polícia Civil de Roraima (PCRR) prendeu dois homens suspeitos de violência sexual contra uma adolescente de 13 anos em Caracaraí. As prisões preventivas ocorreram durante a operação “The Kids Aren’t Alright” (em português, “As Crianças Não Estão Bem”), deflagrada pela Delegacia do município.

A PCRR identificou os investigados como M.A.T.A., de 54 anos, companheiro da avó da vítima, e F.P.S., de 75 anos, vizinho da família.

Abusos começaram na infância

De acordo com as investigações, a violência teve início quando a adolescente tinha apenas oito anos. O delegado titular, Bruno Gabriel Bezerra Costa, destacou que os crimes não se limitaram à vítima principal.

Conforme ele, M.A.T.A. também teria abusado de outras duas irmãs da adolescente e de uma prima, todas menores de 14 anos, o que caracteriza “um comportamento predatório e risco concreto de reiteração delitiva no seio da própria família”.

Denúncia levou à investigação

A mãe da vítima procurou a delegacia em 24 de agosto deste ano para denunciar o companheiro da avó. Paralelamente, os investigadores descobriram que outro homem da vizinhança, identificado como F.P.S., também abusou da adolescente.

Com base nos depoimentos e nas provas reunidas, o delegado representou pela prisão preventiva dos suspeitos. A Justiça autorizou, e as equipes localizaram e prenderam os dois investigados.

Polícia reforça proteção à vítima

Conforme o delegado, a ação imediata foi necessária para garantir a segurança da adolescente e impedir a continuidade dos crimes.

“A violência sexual contra crianças e adolescentes é uma das mais graves violações de direitos. Nossa atuação foi firme e rápida para retirar os suspeitos do convívio social e oferecer proteção à vítima e sua família. Esse tipo de crime não pode ser tolerado”, afirmou Bruno Bezerra.

Investigações continuam

A PCRR segue com diligências para apurar se há outras vítimas e para reunir novas provas que fortaleçam o processo criminal.

“Além de efetuar as prisões, nossa missão é dar toda a atenção necessária à vítima, assegurar que ela esteja em ambiente de proteção e aprofundar as investigações para que nenhum detalhe deixe de ser apurado”, completou o delegado.