SEGURANÇA PÚBLICA

Corregedoria aponta indícios de tortura praticada por policiais da Força Tática em Boa Vista

Corregedoria da PM identifica indícios de tortura praticada por oito policiais da Força Tática contra um homem em Boa Vista. Caso segue para análise do Ministério Público, que terá 15 dias para decidir sobre eventual denúncia.
Redação Portal Norte
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A Corregedoria-Geral da Polícia Militar de Roraima (PMRR) concluiu um inquérito que aponta indícios de tortura praticada por oito policiais da Força Tática contra V.H.P.B.

A vítima afirmou que, em 12 de agosto, os agentes invadiram sua casa no bairro Senador Hélio Campos sem mandado e o espancaram por mais de 40 minutos com pedaços de madeira.

Ele relatou no depoimento que os policiais o colocaram de joelhos em um quarto escuro e o agrediram nas costas, braços e pernas.

Além disso, testemunhas confirmaram ter ouvido os gritos e visto viaturas da Força Tática estacionadas em frente ao imóvel.

Provas reforçam versão da vítima

Uma testemunha relatou que o homem saiu da residência com hematomas, desorientado e quase desacordado. Exame de corpo de delito, vídeos e fotos anexados ao inquérito corroboraram as lesões.

Mesmo assim, a investigação não identificou os agressores, pois a vítima não os reconheceu e as testemunhas não souberam apontá-los.

Outro ponto que dificultou a apuração foi o desaparecimento das imagens das câmeras corporais usadas por dois sargentos no dia da abordagem.

Inquérito segue para análise do MP

A Corregedoria encaminhou o inquérito à Justiça Militar, com vistas ao Ministério Público de Roraima (MPRR).

Em nota, o MP informou que terá 15 dias após a intimação para avaliar as provas e decidir se denuncia os policiais investigados.

Ademais, o órgão ressaltou que, caso não haja elementos robustos, poderá solicitar novas diligências ou até promover o arquivamento do processo.

Histórico do caso

A Corregedoria remeteu o inquérito ao MPRR pela primeira vez em 29 de julho deste ano. Na ocasião, a Corregedoria apontou diligências pendentes, e o Ministério Público concedeu mais 30 dias para sua realização.

Em suma, o MP aguarda o início do prazo legal em 27 de setembro para dar continuidade à análise e definir os próximos passos.