POLÍTICA INDÍGENA

Indígenas bloqueiam BR-174 pelo segundo dia contra a PEC do Marco Temporal

Protesto bloqueia rodovia em Roraima contra aprovação da PEC do Marco Temporal no Senado. STF retoma julgamento sobre demarcação de terras originárias.
Redação Portal Norte
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Centenas de indígenas mantêm, nesta quinta-feira (11), o bloqueio de um trecho da rodovia BRA-174, quilômetro 660, nas proximidades do município de Pacaraima, interior de Roraima. Eles protestam contra a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 48/2023, a PEC do Marco Temporal, que foi aprovada em dois turnos no Senado Federal durante esta semana.

A manifestação começou nas primeiras horas de quarta-feira (10), quando os indígenas fecharam a rodovia com pneus e galhos de árvore e elevaram faixas e cartazes contra a medida. As equipes da PRF se deslocaram ao trecho da rodovia para negociar com os manifestantes a liberação da pista e realizar um perímetro de segurança.

Diante disso, o bloqueio da rodovia está sendo realizado de forma escalonada. Os agentes que estão presentes na via, afirmam que no início dos protestos, os indígenas liberavam a estrada a cada 15 ou 30 minutos. Durante todo o dia desta quinta-feira, os protestos foram acompanhados pela PRF que manteve o fluxo da via, apesar da interdição. Os protestos não têm previsão para acabar.

Motivo do Protesto

Os indígenas consideram a PEC do Marco Temporal prejudicial porque afronta a Constituição Federal e tira direitos dos povos originários. A medida estabelece que os indígenas têm direito à demarcação de terras a partir da data da promulgação da Constituição Federal, no entanto, entidades defendem que as comunidades originárias ocupam o Brasil antes da chegada de Pedro Álvares Cabral, em 1.500.

Debate no STF

O Supremo Tribunal Federal (STF) encerrou o primeiro dia das sustentações das partes envolvidas em quatro processos que tratam do marco temporal para demarcação de terras indígenas.

Dois anos após a Corte declarar o marco inconstitucional, os ministros voltaram a julgar a questão na sessão desta quarta-feira (10). Foram ouvidas as sustentações das principais entidades que fazem parte da discussão.

O julgamento vai continuar nesta quinta-feira (11), quando a Corte pretende encerrar a fase das manifestações das partes. A data da votação dos ministros será marcada posteriormente.