SAÚDE

Pressão alta: entenda os riscos e sintomas da hipertensão arterial

Condição crônica afeta milhões de brasileiros e pode causar complicações graves; conheça os sintomas e fatores de risco da doença silenciosa.
Redação Portal Norte
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A hipertensão arterial, ou pressão alta, é uma condição crônica marcada pelo aumento dos níveis de pressão sanguínea nas artérias.

Ela ocorre quando os valores da pressão mínima e máxima atingem ou superam 140/90 mmHg (14 por 9). Esse aumento força o coração a trabalhar mais intensamente para bombear o sangue adequadamente por todo o corpo.

A pressão alta é um dos principais fatores de risco para graves problemas de saúde, como acidente vascular cerebral (AVC), infarto, aneurisma e insuficiências renal e cardíaca.

Além disso, 90% dos casos de hipertensão são hereditários, mas os hábitos de vida também influenciam diretamente os níveis de pressão arterial.

Sintomas de hipertensão

Embora muitas vezes a hipertensão não apresente sintomas evidentes, em alguns casos podem surgir sinais como:

  • Dor de cabeça e na nuca;
  • Tontura;
  • Zumbido nos ouvidos;
  • Falta de ar;
  • Cansaço e fraqueza;
  • Palpitações cardíacas;
  • Alterações na visão;
  • Sangramento nasal espontâneo.

É importante destacar que, quando esses sintomas aparecem, geralmente a pressão já está bastante elevada. Nesses casos, é fundamental procurar atendimento médico imediatamente.

Pressão alta na gravidez

Durante a gravidez, a hipertensão pode causar complicações graves para a mãe e o feto, aumentando o risco de mortalidade materna e perinatal.

Em países em desenvolvimento, a hipertensão gestacional é uma das principais causas de morte materna, resultando em internações frequentes em unidades de terapia intensiva.

Prevenção e cuidados na gravidez

Para mulheres com hipertensão, uma avaliação pré-concepcional é essencial. Ela ajuda a excluir casos de hipertensão secundária, controlar os níveis de pressão e discutir o risco de pré-eclâmpsia. Além disso, ajustes nas medicações durante o primeiro trimestre são necessários.

Mulheres que mantêm a pressão controlada e realizam acompanhamento médico regular têm maior chance de uma gravidez saudável.

Por outro lado, aquelas que não conseguem controlar os níveis de pressão no início da gestação enfrentam um risco elevado de complicações graves para mãe e bebê.

Com informações de Sérgio Franco e Ministério da Saúde.