O câncer colorretal inclui tumores que afetam o intestino grosso (cólon) e o reto, sendo o terceiro tipo mais comum no Brasil. A boa notícia é que, se diagnosticado cedo, ele é tratável e pode ser curado antes que se espalhe para outros órgãos.
“Tenho câncer colorretal. Tenho lidado com esse diagnóstico em particular e tomado medidas para resolvê-lo, com o apoio da minha incrível família”, disse James Van Der Beek, de 47 anos, em entrevista a revista People.
O astro estadunidense ganhou fama mundial por seu papel como Dawson Leery, na série de televisão “Dawson’s Creek”, grande sucesso nos anos 90.
O que é o câncer colorretal?
Esses tumores geralmente se originam de pólipos, pequenas lesões benignas que podem crescer na parede interna do intestino.
Quando identificados e removidos precocemente, esses pólipos podem prevenir o desenvolvimento do câncer.
Para o diagnóstico, os médicos realizam uma biópsia, retirando um fragmento de tecido da lesão suspeita com o auxílio de um endoscópio, que é inserido pelo reto.
Principais sintomas do câncer colorretal
O câncer colorretal tende a se desenvolver de forma lenta e, muitas vezes, não apresenta sintomas claros nos estágios iniciais. Quando surgem, os sintomas variam conforme a localização e a extensão do tumor:
- Fadiga e fraqueza: Causadas por uma hemorragia interna discreta, que geralmente não é visível a olho nu.
- Cólica e dor abdominal: Especialmente em tumores no cólon esquerdo, onde o diâmetro é menor, o que facilita obstruções.
- Constipação: Frequente quando o tumor obstrui o cólon esquerdo.
- Sangue nas fezes: Embora o sangue possa estar presente, nem sempre é visível.
- Sangramento retal: É o primeiro sinal de câncer de reto, principalmente durante a evacuação.
- Sensação de evacuação incompleta: Comum em tumores retais, essa sensação persistente ocorre mesmo após a evacuação.
- Dor ao sentar: Indica um câncer retal avançado, que já pode ter atingido áreas externas ao reto.
Tratamento para o câncer colorretal
A abordagem terapêutica para o câncer colorretal inclui cirurgia, quimioterapia e, em alguns casos, radioterapia.
O tipo de tratamento depende da localização e do estágio do tumor:
- Cirurgia no cólon: Em tumores do cólon, a parte cancerosa do intestino é removida junto com os gânglios linfáticos próximos. As extremidades do intestino são então unidas. Em casos avançados, a quimioterapia pode ser indicada após a cirurgia para prolongar a sobrevida.
- Cirurgia no reto: No caso de câncer retal, a proximidade do tumor com o ânus determina o tipo de cirurgia. Em tumores localizados próximos ao ânus, pode ser necessária a remoção total do reto e do ânus, o que resulta em uma colostomia permanente. Com essa técnica, é feita uma abertura no abdômen para eliminar os resíduos em uma bolsa de colostomia.
Se for possível preservar parte do reto e do ânus, a colostomia pode ser temporária. Após alguns meses de cicatrização, uma segunda cirurgia pode reconectar o intestino, e a colostomia é fechada.