SAÚDE

Acre enfrenta aumento alarmante nos casos de dengue em 2024; confira os números

Acre registra 5.825 notificações até dezembro, número menor que 2023, mas Brasil enfrenta crescimento expressivo com São Paulo liderando em casos totais.
Redação Portal Norte
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Em 2024, o Acre registrou um aumento no número de casos de dengue, com 5.825 notificações até o início de dezembro, conforme dados do Ministério da Saúde (MS).

Rio Branco, Cruzeiro do Sul e Epitaciolândia são os municípios com os maiores números, enquanto Jordão e Santa Rosa do Purus apresentam os menores índices.

Em comparação com 2023, quando o Acre teve 7.705 casos de dengue, a incidência é menor, embora os números ainda possam sofrer alterações, uma vez que o período contabilizado se estende até o início deste mês.

Crescimento dos casos de dengue no Brasil

No Brasil, o crescimento da doença é expressivo. O Distrito Federal lidera o país em coeficiente de incidência, com 9.899 casos, seguido por Minas Gerais, que registra o segundo maior coeficiente, de 8.237,1, com mais de 1,6 milhão de casos prováveis.

São Paulo ocupa o primeiro lugar em número total de casos, com 2.158.639. As regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste também destacam-se com altos índices de casos graves e com sinais de alarme, especialmente São Paulo, que lidera com 26.755 casos.

Minas Gerais e Paraná seguem com números significativos, enquanto Roraima tem o menor número de casos graves, com apenas 7.

Perfil etário e outras arboviroses

O perfil etário das pessoas afetadas é predominantemente da faixa de 20 a 29 anos, que concentra 649.599 casos em 2024.

Outras arboviroses também têm sido monitoradas, com 264.970 casos prováveis e 210 óbitos confirmados por chikungunya, além de 6.417 casos de Zika, sem mortes, e 9.563 casos de oropouche, com dois óbitos.

Percepção pública e falta de conscientização contra a dengue

Uma pesquisa realizada no início de 2024 apontou que 40% dos brasileiros consideravam insuficientes as ações do governo federal no combate à dengue.

Para o infectologista Julival Ribeiro, a falta de campanhas de conscientização foi um fator crucial para o aumento expressivo de casos.

De acordo com ele, é essencial que o governo promova ações educativas para prevenir a proliferação do mosquito Aedes aegypti, a fim de enfatizar a importância de eliminar focos de água parada.

Plano de ação do Ministério da Saúde

Em resposta, o Ministério da Saúde lançou, em setembro de 2024, um plano de ação para reduzir os impactos das arboviroses, com base em evidências científicas e novas tecnologias.

Por fim, a entidade também tem monitorado constantemente o cenário e liberado recursos para prevenção e controle, incluindo um aumento de 50% no orçamento destinado ao combate à dengue, com um total de R$ 1,5 bilhão para o ciclo 2024/2025.