O Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania divulgou na última quinta-feira (14) o relatório “População em Situação de Rua – Diagnóstico com base nos dados e informações disponíveis em registros administrativos e sistemas do governo federal”.
O objetivo é subsidiar o diagnóstico e as intervenções, por parte de todo o governo federal, no âmbito das políticas públicas voltadas a essa população.
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Segundo o documento, o Distrito Federal é a unidade da federação com maior percentual de pessoas em situação de rua (PSR) em relação à população total.
Isso significa que, no DF, cerca de 3 pessoas vivem em situação de rua a cada mil habitantes, o que representa 0,28% da população da capital. O perfil aponta que 55% são adultos, sendo 87% homens e 68% negros.
O relatório detalha o número de pessoas obtidos pelo registo no Cadastro Único (cadÚnico). Dados obtidos a partir do cadastro indicam que, em dezembro de 2022, 236.400 pessoas encontravam-se em situação de rua no Brasil, ou seja, 1 em cada 1.000 pessoas no Brasil vivia nessa situação.
De acordo com o diagnóstico, do total de mais de 236 mil pessoas vivendo nas ruas das cidades brasileiras, 62% da PSR cadastrada no país está na Região Sudeste.
Quanto à distribuição, 3.354 dos municípios brasileiros tem pelo menos uma pessoa em situação de rua, o que corresponde a 64% do total de municípios do país.
São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Brasília, Salvador, Fortaleza, Curitiba, Porto Alegre, Campinas e Florianópolis são os municípios com maior número de pessoas em situação de rua e concentram juntos 48% da população em situação de rua do país.
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