Brasília

STF vota nomes para vagas de ministros do TSE que julgarão Bolsonaro

TSE seleciona novos ministros para julgar inelegibilidade de Bolsonaro antes do segundo semestre de 2023.
Redação Portal Norte
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A votação dos nomes indicados pelo presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Alexandre de Moraes, ocorrerá em sessão plenária do Supremo Tribunal Federal (STF,) por meio de votação secreta e eletrônica.

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As novas peças que entram em jogo para decidir o futuro eleitoral de Jair Messias Bolsonaro (PL) estão prestes a serem colocadas no tabuleiro.

A dupla que vai compor o plenário de julgamentos do ex-presidente da República no TSE devem ser escolhidos em breve, com votação até o fim de maio.

Os aprovados ocuparão as vagas de ministros efetivos do TSE, decorrente do encerramento dos mandatos de Sérgio Banhos e Carlos Horbach.

A escolha não deve demorar para não deixar os cargos vagos e porque o TSE tem interesse em julgar a inelegibilidade de Bolsonaro antes do segundo semestre de 2023.

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Nomes cotados

Até o momento, dois nomes estão entre os mais cotados para passarem pelo primeiro crivo de aprovação: a votação no STF.

Os advogados Floriano de Azevedo Marques, ex-diretor da Faculdade de Direito e professor da Universidade de São Paulo (USP) e Fabrício Juliano Mendes Medeiros.

Floriano é visto como um profissional com currículo consistente e capaz de proferir decisões isentas.

Já Fabrício, passou por duas listas tríplices, encaminhadas ao STF, mas foi preterido por Bolsonaro.

Além dos jurídicos, outros nomes estão sendo cotados para a vaga.

Advogada Daniela Teixeira que discutiu com Bolsonaro, então deputado federal, em 2016, durante audiência pública sobre cultura do estupro.

E o outro nome, não tão apreciado assim, está a ministra substituta do TSE Maria Cláudia Bucchianeri.

Ela é vista com um alinhamento independente e se indispôs com Moraes em votação sobre direito de resposta, nas eleições de 2022.

Inelegibilidade de Bolsonaro

O parecer do Ministério Público Eleitoral (MPE) era uma das últimas pendências na ação sobre a reunião do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) com embaixadores estrangeiros.

O órgão defendeu a suspensão dos direitos políticos de Bolsonaro, o que na prática deixaria o ex-presidente inelegível por oito anos.

A ação de investigação eleitoral esta pronta para ser julgada no plenário do TSE pelo ministro Benedito Gonçalves, relator do caso.

O processo vem correndo com celeridade, o que é comum na Justiça Eleitoral.

O último levantamento Justiça em Números, uma espécie de raio-x do Judiciário organizado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), mostra que o tempo médio de tramitação dos processos na esfera eleitoral foi de três meses em 2020 e de dez meses em 2018 (ano eleitoral, quando a demanda é maior).

O plenário do TSE é composto por sete ministros – três vindos do Supremo Tribunal Federal (STF), dois do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e dois juristas.

Uma mudança recente na composição pode beneficiar o ex-presidente. 

Com a aposentadoria do ministro Ricardo Lewandowski, a vaga aberta no TSE ficou com Kassio Nunes Marques, indicado de Bolsonaro.