AMAZONAS

Pauderney denuncia na Câmara empresa suspeita de cobrar taxas ilegais no Amazonas

Deputado federal denuncia empresa de logística por manter cobrança de taxa suspensa pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários e articula ações para ressarcir empresários prejudicados.
Redação Portal Norte
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O deputado federal Pauderney Avelino (União Brasil-AM) utilizou a tribuna da Câmara dos Deputados, nesta semana, para denunciar a empresa Log-In Logística Integrada, responsável pelo transporte de mercadorias da Ásia até Manaus.

Segundo o parlamentar, a companhia estaria descumprindo uma determinação da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), que proibiu a cobrança da chamada “taxa da pouca água”, considerada irregular e sem justificativa técnica.

Log-In teria desafiado decisão federal

De acordo com Pauderney, a empresa manteve a cobrança de valores superiores a R$ 10 mil por contêiner, mesmo após a decisão que determinou o fim da prática. O deputado destacou que a navegação no rio Amazonas segue plenamente viável, mesmo durante o período de estiagem, o que desmonta o argumento de que haveria aumento de custos operacionais.

“Essa cobrança é uma forma de a empresa extrair lucros de operações já subsidiadas. Um que absurdo que exige uma ação mais firme”, afirmou o parlamentar.

Ação conjunta com o setor produtivo

O deputado informou ainda que atua em parceria com a Associação Comercial do Amazonas (ACA) e outras entidades empresariais para garantir a suspensão definitiva da cobrança e buscar o ressarcimento aos empresários prejudicados.

“Em parceria com lideranças da indústria e do comércio, vamos reagir para manter a suspensão e ressarcir os empresários que foram extorquidos numa esta cobrança ilegal, que encarece produtos e penaliza o consumidor amazonense”, reforçou Pauderney.

Taxa foi suspensa após mobilização

A suspensão da “taxa da pouca água” ocorreu no início da semana, após articulação entre Pauderney Avelino, a ACA e representantes do setor industrial e comercial do Estado junto ao governo federal.

A medida é vista como uma vitória para o setor produtivo da Zona Franca de Manaus, que vinha alertando para o impacto direto nos custos logísticos e no preço final dos produtos.