ECONOMIA

Ampliação da isenção do Imposto de Renda deve beneficiar mais de 42 mil contribuintes no Acre

Medida aprovada no Senado deve beneficiar 42 mil acreanos, com 27 mil ficando totalmente isentos do imposto. Reforma entrará em vigor em janeiro de 2026.
Redação Portal Norte
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A ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda (IR) para quem recebe até R$ 5 mil mensais deve trazer impacto direto para milhares de acreanos.

A estimativa é que mais de 42 mil contribuintes do estado sejam alcançados pela medida aprovada no Senado Federal no último dia 5 de novembro, aguardando agora sanção presidencial.

De acordo com dados da Receita Federal, cerca de 27 mil pessoas no Acre devem ficar 100% isentas do pagamento do imposto, enquanto outras 15 mil teriam redução progressiva da alíquota, por estarem na faixa entre R$ 5 mil e R$ 7 mil mensais.

Um levantamento do Brasil em Mapas©, baseado na PNAD Contínua de 2025, mostra que 90% da população ocupada do Acre recebe até R$ 5 mil, índice superior à média nacional, de 84%.

O dado evidencia o alto alcance social da proposta no estado, onde a maioria dos trabalhadores se enquadra na nova faixa de isenção.

Em nível nacional, o governo estima que 25 milhões de brasileiros serão beneficiados, com 10 milhões deixando de pagar o imposto e outros 5 milhões passando a contribuir com valores menores.

A medida, que foi promessa de campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), também estabelece descontos graduais para rendas de até R$ 7.350 mensais e cria uma alíquota progressiva de até 10% para altas rendas, aplicável a quem ganha mais de R$ 600 mil por ano.

Para equilibrar a arrecadação, o texto aprovado pelo senado prevê tributação sobre grandes rendas e mantém isenção para governos estrangeiros, fundos soberanos e entidades previdenciárias internacionais, desde que haja reciprocidade com o Brasil.

O projeto ainda inclui mecanismos de compensação financeira para estados e municípios e alívio tributário para profissionais de cartórios, como notários e registradores.

Com a sanção presidencial prevista ainda para este mês, as novas regras devem entrar em vigor a partir de janeiro de 2026, marcando uma das maiores reformulações recentes na tabela do Imposto de Renda.