A Prefeitura de Manaus emitiu nota na noite desta quinta-feira (11) negando qualquer responsabilidade pela paralisação do transporte coletivo urbano realizada pelos rodoviários.
A greve de ônibus foi deflagrada sob a alegação de salários atrasados, com cobranças direcionadas tanto ao Governo do Amazonas quanto a Manaus.
Mais cedo, o Governo do Amazonas também havia divulgado nota pública, afirmando não ter relação com o atraso salarial dos trabalhadores.
O posicionamento do Estado transferiu a responsabilidade para o poder concedente — neste caso, a Prefeitura de Manaus.
Versão da Prefeitura
Em resposta, a gestão municipal afirmou que todos os pagamentos de sua responsabilidade estão em dia até setembro, incluindo os subsídios referentes ao transporte coletivo.
Segundo a Prefeitura, a paralisação estaria ligada à falta de repasse dos valores do passe estudantil da rede pública estadual, recurso que está atualmente em processo judicial.
Na nota, o Instituto Municipal de Mobilidade Urbana (IMMU) destacou que acionou a Procuradoria-Geral do Estado (PGE) para que os valores em aberto sejam repassados diretamente ao Sinetram, sindicato que representa as empresas operadoras de ônibus.
A medida, segundo o município, garantiria que as companhias honrem seus compromissos trabalhistas e assegurem a regularidade do serviço.
A Prefeitura de Manaus finalizou reiterando que cumpre rigorosamente suas obrigações para não haver greve e que continuará defendendo tanto os trabalhadores do transporte quanto a população que depende diariamente dos ônibus.