MANAUS

UFAM e UEA suspendem aulas em Manaus após paralisação do transporte coletivo

Suspensão de aulas na UFAM e UEA ocorre após paralisação de advertência dos rodoviários por atraso salarial. Transporte coletivo opera parcialmente na capital amazônica.
Redação Portal Norte
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As universidades da capital registraram impactos nesta quinta-feira (11) devido à paralisação de advertência dos rodoviários.

A mobilização começou de forma parcial, mas já deixou passageiros sem ônibus por mais de uma hora e gerou lentidão em vias movimentadas, como a Avenida Brasil, zona Oeste de Manaus.

O Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Coletivo Urbano e Rodoviário informou que aguardava até as 14h30 uma definição sobre o pagamento de salários atrasados.

Caso não houvesse acordo com o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Amazonas (Sinetram) e a Prefeitura, a suspensão total dos serviços poderia ser decidida ainda hoje.

Assista ao vídeo:

Universidades suspendem aulas presenciais

Em razão da paralisação, a Universidade Federal do Amazonas (UFAM) anunciou, por meio da Portaria nº 2166, de 11 de setembro de 2025, a suspensão das aulas presenciais em todas as unidades localizadas na capital.

A UFAM informou que seguirá realizando a rota do ônibus Integração, disponibilizando ônibus e vans para atender a comunidade acadêmica.

As atividades devem retornar normalmente assim que a situação do transporte coletivo for regularizada.

A Universidade do Estado do Amazonas (UEA) também suspendeu as aulas presenciais nesta quinta-feira, seguindo orientação das instituições federais.

Impasse sobre pagamento de salários

O Sinetram explicou que os valores destinados ao custeio do transporte de estudantes da rede estadual — que também financiam parte do pagamento de salários — foram inicialmente depositados judicialmente, devolvidos ao Estado e ainda aguardam liberação para repasse às empresas.

O Governo do Amazonas reforçou que não é responsável pelos atrasos salariais, detalhando que sua relação com o Sinetram limita-se à aquisição de passes estudantis.

Atrasos se devem à divergência de contas bancárias informadas pelo Sinetram e pela Prefeitura de Manaus, e a transferência dos recursos já está em tramitação.

O diálogo entre rodoviários, empresas e autoridades continua aberto, mas a Prefeitura ainda não se manifestou oficialmente sobre a situação.