A instituição de saúde particular em Manaus onde morreu o menino Benício Xavier Freitas, de 4 anos, informou nesta quarta-feira (26) que concluiu a investigação interna a respeito do atendimento realizado no último sábado (23), data em que a criança faleceu após complicações que teriam sido causadas por um erro durante procedimentos médicos.
O processo foi conduzido pela Comissão de Óbito e Segurança do Paciente.
De acordo com a nota oficial divulgada pela unidade, a médica e a técnica de enfermagem responsáveis pelo atendimento permanecem afastadas de suas atividades. O afastamento já havia sido determinado no início das apurações internas.
Segundo a instituição, todas as informações levantadas serão encaminhadas às autoridades competentes e à família.
O documento ressalta o compromisso com transparência e apoio aos familiares da vítima:
“Sabemos da gravidade e sensibilidade do caso. A instituição reconhece a dor da família e da sociedade, e trabalha com seriedade e transparência, guiada pela responsabilidade técnica, pelo respeito e pelo compromisso com a segurança do paciente”.
Entenda o caso
Benício foi levado à unidade apresentando sintomas de faringite e gripe. Segundo familiares, durante o atendimento, uma medicação indicada para uso oral teria sido aplicada por via intravenosa, o que teria provocado complicações que resultaram na morte do menino.
A família afirma estar abalada e busca responsabilização pelo que considera negligência médica. Documentos e depoimentos devem ser encaminhados às autoridades nas próximas semanas.
Até o momento, não há confirmação sobre a abertura formal de inquérito policial.
Benício era filho do engenheiro e professor da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), Bruno Mello de Freitas, que publicou uma homenagem emocionada ao filho nas redes sociais:
“Meu filho Benício Xavier de Freitas. Sempre com esse sorriso meigo e alegre. A dor é imensa desde o dia 23/11, quando partiu para uma vida melhor (…) A luta por você será incansável e não mediremos esforços!”.
Ele também destacou a força e dedicação da mãe da criança ao longo do tratamento de saúde.
O hospital de Manaus afirmou que segue comprometida com ética, responsabilidade assistencial e segurança do paciente, reforçando que o caso está sob análise técnica e que permanece à disposição das autoridades.
Mais detalhes sobre o atendimento não serão divulgados por respeito à família e sigilo médico.