TECNOLOGIA

Lei que pode banir TikTok dos EUA é sancionada por Biden

Aplicativo chinês tem até 270 dias para encontrar novo proprietário nos EUA ou será banido do país por questões de segurança nacional.
Redação Portal Norte
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O Presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, sancionou nesta quarta-feira (24), a lei que pode proibir o TikTok de operar no país. Segundo a medida, o aplicativo, controlado pela empresa chinesa Bytedance, deve possuir um novo dono no país.

Na terça-feira (23), o projeto foi aprovado pelo Senado por 79 a 18 votos, após ser aprovado pela Câmara e ser encaminhado à casa.

Com a aprovação, a empresa tem até 270 dias para encontrar outro dono para o aplicativo nos EUA, com a possibilidade de ser prorrogada por mais 90 dias. Caso não encontre um novo comprador, a rede social deverá deixar o país e não funcionar mais nos EUA.

A rede social possui mais de 170 milhões de usuários no país. Os legisladores que pressionam pela restrição citam preocupações de que a estrutura de propriedade da empresa poderia permitir que o governo chinês obtivesse acesso aos dados dos americanos.

Aplicativo tem mais de 170 milhões de usuários no país - Foto: Reprodução/Pexel
Aplicativo tem mais de 170 milhões de usuários no país – Foto: Reprodução/Pexel

Entenda o motivo

A Bytedance é uma empresa chinesa e está sujeita a uma lei que exige o compartilhamento de dados dos seus usuários com autoridades de Pequim.

 O aplicativo tornou-se motivo de preocupação de segurança nacional no país pela influência chinesa e esse é só mais um capítulo de uma batalha que começou durante o governo de Trump.

O que diz a plataforma TikTok

A controladora do TikTok nega que poderia ser usado como uma ferramenta do governo chinês e diz que nunca compartilhou dados de usuários dos EUA com autoridades chinesas, também reforçou que o não faria se solicitado.

O TikTok classificou a legislação como um ataque ao direito constitucional à liberdade de expressão de seus usuários, e lançou uma campanha de apelo, instando os usuários a ligarem para seus representantes em Washington.

*Com informações de Estadão Conteúdo