POLÍTICA FISCAL

‘Inaceitável e absurdo’: senador repudia insistência de Lula no aumento do IOF

Após Congresso derrubar aumento do IOF, Lula recorre ao STF para reverter decisão, enquanto senadores criticam insistência do governo no tributo.
Redação Portal Norte
ouça este conteúdo
00:00 / 00:00
1x

Quando o Congresso Nacional aprovou a derrubada do decreto que aumenta o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), o senador Dr. Hiran (PP-RR) se manifestou elogiando a caminhada do Parlamento. 

“Uma decisão responsável, que vai na direção oposta a do governo. Votamos por menos impostos, mais estímulo à economia e mais justiça tributária”, destacou. 

Apesar disso, o presidente Lula (PT) decidiu acionar o Supremo Tribunal Federal (STF) para reverter a derrubada. 

Com a iniciativa, a Advocacia-Geral da União (AGU) estuda a tese que será apresentada ao Supremo com argumentos do Ministério da Fazenda.

O governo argumentava que o ajuste tributário era indispensável para o cumprimento da meta fiscal de 2025 e para evitar cortes em áreas sensíveis como saúde e educação. 

Foto: Dall-e.

Repúdio

Hiran criticou a postura do petista de insistir no aumento do imposto. 

“A decisão do Congresso foi clara: dissemos não ao aumento do IOF porque entendemos que o povo brasileiro não aguenta mais pagar a conta de um Estado inchado e ineficiente. O governo, ao insistir nessa proposta, demonstra total desconexão com a realidade do país”, afirmou o senador.

A tentativa de manter a elevação da alíquota, segundo Dr. Hiran, revela uma falta de sensibilidade diante do atual cenário econômico, em que milhares de famílias enfrentam dificuldades para equilibrar suas finanças diante da inflação e do alto custo de vida.

“É inaceitável e absurdo querer empurrar para o contribuinte a conta do aumento dos gastos públicos. O que a população espera é mais responsabilidade com o dinheiro público, combate aos desperdícios e gestão eficiente, e não mais impostos”, disse o senador.

Estratégia da base

Em meio ao debate, a deputada federal Maria do Rosário (PT-RS) propôs uma alternativa: que os parlamentares renunciem às suas emendas parlamentares para evitar que o governo eleve o tributo. 

No entanto, a sugestão de Maria do Rosário encontra resistência. O senador Ciro Nogueira (PP-PI) rebateu a ideia, afirmando que o Congresso Nacional não havia se comprometido a aprovar um aumento do IOF sem que houvesse, em contrapartida, um corte de gastos. 

Para ele, é uma “falácia” dizer que o IOF não impacta diretamente o contribuinte.