POLÍTICA

Pacheco sinaliza que PEC da anistia será votada apenas depois do recesso

Rodrigo Pacheco afirma que votação será retomada após recesso legislativo, enquanto Arthur Lira garante compromisso do Senado com a aprovação.
Redação Portal Norte
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O presidente do Senado Federal, Rodrigo Pacheco, indicou que o Senado votará a PEC da anistia somente após o recesso legislativo.

Segundo Pacheco, Propostas de Emendas à Constituição são votadas em sessões semipresenciais apenas em casos urgentes. No entanto, o debate sobre a PEC deve ser adiado para agosto.

Além disso, conforme o regimento do Senado, uma Proposta de Emenda à Constituição deve primeiro passar pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

No entanto, até o momento, não há um relator designado na CCJ. Além disso, não está na pauta da reunião prevista.

Na semana passada, Pacheco já havia afirmado que não aceleraria a análise. Contudo, deputados afirmaram ter sido informados de que o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), pautou a PEC com base em um acordo com o Senado.

Espera-se que o colegiado analise o texto nesta quarta-feira (17).

Nesta segunda-feira (15) Arthur Lira afirmou que o Senado tem um compromisso para votar a PEC da Anistia.

Ele declarou que não teria pautado a proposta se os senadores não tivessem indicado interesse em avançar com a medida.

“Houve um apelo dos deputados para que essa proposta fosse colocada em votação e, o que chegou para mim, é de que ela vai ser votada pelo Senado”, disse Lira à CNN Brasil.

PEC da anistia

A PEC foi aprovada pela Câmara dos Deputados no último dia 11.

A proposta livra partidos de pagarem multas por descumprirem as cotas de repasse a candidaturas de negros e de mulheres.

Além disso, cria um programa de refinacimento das dívidas dos partidos e permite a utilização do Fundo Partidário para pagar multas eleitorais.

Atualmente, os fundos devem ser proporcionais às candidaturas; por exemplo, se 40% dos candidatos do partido são negros, devem receber pelo menos 40% dos recursos eleitorais.

A votação da proposta foi feita em dois turnos, no primeiro1º turno, foram 344 votos a favor e 89 contrários, já no 2º turno, foram 338 votos a favor e 83 contra.

A deliberação, que teve consenso entre esquerda e direita, enfrentou resistência das bancadas do PSol-Rede e do Novo, únicas legendas que se opuseram à proposta.

Agora, o Senado vai debater o tema.

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