JUSTIÇA

Barroso afirma que ‘não haverá tolerância’ em caso de corrupção no TJ

Presidente do STF promete rigor contra desembargadores do Mato Grosso do Sul acusados de vender sentenças. Operação da Polícia Federal afastou cinco magistrados e investiga crimes de corrupção e lavagem de dinheiro.
Redação Portal Norte
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O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso, afirmou que “não haverá tolerância ou condescendência” com desembargadores do Tribunal de Justiça do Mato Grosso do Sul (TJ-MS), que estão sendo acusados de vender setenças, caso as suspeitas sejam confirmadas.

A declaração de Barroso sobre o TJ foi dada ao jornal Folha de S. Paulo nesta sexta-feira (25).

A Polícia Federal iniciou as investigações sobre uma suposta corrupção no TJ-MS, que incluem a venda de decisões judiciais.

“A integridade pessoal, a competência técnica e a imparcialidade são os atributos que dão legitimidade ao Poder Judiciário. Pré-julgamentos ou julgamentos precipitados são incabíveis, mas onde que que existam coisas erradas, não haverá tolerância ou condescendência”, afirmou Barroso, segundo o Poder 360.

O inquérito sobre as supostas vendas de decisões judiciais pelo TJ-MS está sob a responsabilidade do ministro do STF, Cristiano Zanin.

O caso ganhou atenção após a operação da PF afastar cinco desembargadores, incluindo o próprio presidente do TJ-MS, Sérgio Fernandes Martins, por cerca de 180 dias.

As medidas contra os magistrados envolvem proibições de acesso a órgãos públicos, proibição de se encontrarem e também uso de tornozeleiras eletrônica.

De acordo com as apurações, a suspeita é que os magistrados estejam envolvidos em crimes de lavagem de dinheiro, falsificação de documentos, extorsão e também organização criminosa.

A PF realizou cerca de 44 mandados de busca e apreensão contra funcionários públicos, advogados e empresário.

As operações foram realizadas em Campos Grande (MS), Brasília (DF), Cuiabá (MT) e São Paulo (SP).