TOCANTINS POLÍTICA

Decisão do STJ dá liberdade para o ex-governador do Tocantins Mauro Carlesse

STJ concede liberdade ao ex-governador Mauro Carlesse, que estava preso desde dezembro sob suspeita de tentativa de fuga. Decisão impõe medidas cautelares rigorosas, incluindo proibição de sair do país.
Redação Portal Norte
ouça este conteúdo
00:00 / 00:00
1x

O Superior Tribunal de Justiça (STJ), concedeu a liberdade para o ex-governador do Tocantins, Mauro Carlesse, nessa terça-feira (18). Ele estava preso desde o dia 15 de dezembro de 2024, por suspeita de tentativa de fuga do país.

A decisão do STJ, por meio do relator Ministro Antônio Saldanha Palheiro, deferiu a liminar para substituir, até o julgamento definitivo, a custódia preventiva, com a determinação que sejam seguidas as seguintes medidas cautelares:

  • comparecimento bimestral em juízo;
  • proibição de manter contato com quaisquer dos investigados e com as testemunhas arroladas na peça acusatória;
  • proibição de ausentar-se da comarca;
  • proibição do exercício de cargo ou função pública no Estado do Tocantins e respectivos municípios,
  • proibição de ausentar-se do país, com comunicação à polícia de fronteira e entrega do passaporte em até 48 (quarenta e oito) horas.

Conforme consta na decisão do STJ, caso o ex-governador Mauro Carlesse descumpra, sem justificativa, qualquer uma dessas medidas acima, a ordem de prisão será restabelecida. Ainda de acordo com o documento, os efeitos dessa decisão se estende ao ex-secretário Claudinei Aparecido Quaresmin.

A previsão é que o ex-chefe do Executivo Estadual deixei o Quartel do Comando Geral (QCG) da Polícia Militar, em Palmas, ainda nesta quarta-feira (19).

Relembre a prisão

Mauro Carlesse havia sido preso no dia 15 de dezembro de 2025, na Fazenda Joia Rara, propriedade do ex-governador, localizada no município de São Salvador, próximo a Peixe, no sul do Tocantins.

A suspeita era de que o ex-gestor estava planejando fugir do país.

A defesa

Entre outras justificativas, para alcançar tal decisão do STJ, a defesa do ex-governador Mauro Carlesse, pontuou “que possuir conta no exterior não é indicativo de crime, muito menos de plano de fuga. Também ter dupla nacionalidade não significa, tout court, que o investigado vai se evadir do país”, diz trecho do documento.

Além disso, alegaram que os diálogos que foram citados no decreto prisional são do dia 16 de outubro de 2023 e do dia quatro de junho de 2024.

“Ou seja, a prisão preventiva foi decretada mais de um ano após a primeira conversa e seis meses depois do segundo diálogo sobre o suposto planejamento de fuga”, pontuou a defesa.

Investigações contra Mauro Carlesse

Consta ainda, na decisão do STJ, as investigações que existem contra Mauro Carlesse. Entre elas, uma associação criminosa comandada pelo ex-governador do Tocantins, que tinha como objetivo praticar crimes contra a administração pública, com contratações fraudulentas de funcionários públicos.

Essa mesma investigação aponta desvio de dinheiro para favorecer troca de apoio político nas campanhas eleitorais de 2018.

O documento pontua que o ex-chefe do poder executivo do Estado do Tocantins é investigado nos casos do Plano de Saúde, Operação Hygea, ‘Flagrante forjado’ e grupo de extermínio em homicídio qualificados, na Operação Caninana.