JUSTIÇA

Moraes acusa advogados de ‘manobra procrastinatória’ e retira defesa de réus

Ministro do STF remove advogados de defesa por não apresentarem alegações finais no prazo e acusa equipe jurídica de manobra procrastinatória. Defensoria Pública assumirá a defesa dos acusados.
Redação Portal Norte
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O ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, determinou a destituição dos advogados que atuam na defesa dos réus Marcelo Câmara e Filipe Martins, do Núcleo 2 da trama golpista ocorrida no governo Jair Bolsonaro. Ambos acusados de pertencer ao chamado “gabinete do ódio”. 

Segundo a decisão, os advogados Eduardo Kuntz e Jeffrey Chiquini não apresentaram as alegações finais dentro do prazo, que terminou na terça-feira. O ministro ainda afirma que as defesas tiveram comportamento “inusitado” para realizar uma “manobra procrastinatória”.  

Os dois advogados ocuparam assessorias durante o governo de Jair de Bolsonaro. Marcelo Câmara trabalhou junto ao ex-presidente e Filipe Martins ocupou o cargo de assessor de assuntos internacionais no Ministério das Relações Exteriores.

Com a decisão, o ministro determinou que a defesa dos réus seja feita pela Defensoria Pública da União. 

Em nota à imprensa, Eduardo Kuntz disse que as alegações serão entregues até 23 de outubro, cumprindo o prazo de 15 dias, e que a defesa vai adotar as providências para permanecer nos autos.   

Procurado, o advogado Jeffrey Chiquini não se manifestou.  

*Com informações de Agência Brasil