O furacão Milton, que rapidamente ganhou força explosiva em poucas horas, atingiu níveis alarmantes de destruição potencial, saltando da categoria 2 para a categoria 5, o nível mais alto na escala de classificação dos furacões.
A escala que mede a intensidade de furacões é conhecida como Saffir-Simpson, e ela é fundamental para avaliar os danos potenciais que essas tempestades podem causar.
A escala Saffir-Simpson classifica furacões em categorias que variam de 1 a 5, com base na velocidade dos ventos e nos danos que eles podem causar.
Essa classificação é usada para alertar sobre o potencial destrutivo das tempestades que se aproximam das áreas costeiras e ajuda as autoridades a planejarem evacuações e medidas de segurança.
Confira as categorias da escala Saffir-Simpson para classificação de furacões:
- Categoria 1: ventos de 119 a 153 km/h. Embora seja considerada a categoria mais leve, pode causar danos a telhados, calhas e árvores com raízes superficiais.
- Categoria 2: ventos entre 154 e 177 km/h. Nesta fase, há potencial para danos significativos a janelas, portas e telhados, além de riscos para edifícios mal estruturados.
- Categoria 3: ventos de 178 a 208 km/h. Tempestades desta categoria já são consideradas grandes e causam destruição severa, como a devastação de estruturas, ruas e infraestrutura básica. A Flórida já sofreu com furacões de categoria 3, como o famoso Katrina.
- Categoria 4: ventos entre 209 e 251 km/h. Nessa categoria, a destruição pode ser catastrófica, com grandes áreas ficando inabitáveis por meses. O furacão Helene, por exemplo, atingiu essa força, causando danos massivos.
- Categoria 5: ventos superiores a 252 km/h. Representa a destruição máxima, com telhados e edifícios sendo completamente destruídos, inundações severas e comunidades inteiras isoladas. O furacão Milton chegou a essa categoria, com ventos de até 285 km/h.
Como furacões se formam?
A formação de furacões começa com a evaporação da água, que se condensa em nuvens e libera calor, fazendo o ar subir. Isso cria uma circulação de ventos em torno de um centro, formando uma perturbação tropical.
Quando os ventos atingem 62 km/h, a tempestade ganha um nome. Se ultrapassar 119 km/h, ela é classificada como um furacão.
No caso de Milton, sua trajetória incluiu a passagem pela quente região do Golfo do México, que forneceu combustível para que a tempestade se intensificasse rapidamente.