O Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos inicialmente categorizou o furacão Milton como uma bomba atmosférica, e ele chegou à costa da Flórida na última quinta-feira (9), às 20h30. Os ventos chegaram até 205 km/h, o que levou à sua reclassificação para a categoria 3.
Furacões e ciclones são nomeados para facilitar a comunicação entre meteorologistas e o público. A Organização Meteorológica Mundial (OMM) afirma que essa prática é a forma mais eficaz de transmitir alertas à população e de melhorar a comunicação marítima sobre tempestades.
A implementação da nomeação de tempestades, conhecidas como ciclones tropicais, visa permitir a identificação rápida em mensagens de alerta, pois nomes são mais memoráveis do que números ou termos técnicos.
De acordo com a OMM, essa estratégia também beneficia a cobertura da mídia, o que aumenta o interesse por alertas e a preparação da comunidade.
Critérios de nomeação
Os furacões e ciclones recebem nomes quando alcançam ventos constantes de 63 km/h. Entretanto, a imprensa costuma destacar apenas os eventos mais impactantes. As regiões adotam padrões distintos para a nomeação.
Conforme a Met Office, a agência meteorológica do Reino Unido, a maioria das regiões utiliza listas alfabéticas pré-definidas com nomes masculinos e femininos.
No entanto, no oeste do Pacífico Norte e no norte dos oceanos Índico, os nomes são geralmente relacionados a flores, animais, pássaros, árvores, alimentos ou adjetivos.
Listas de nomes e reciclagem
Para o Caribe e a América do Norte, a OMM possui seis listas de nomes, que variam de A a Z. Os furacões são nomeados em ordem alfabética ao longo do ano. Por exemplo, o primeiro furacão deste ano foi Alberto, seguido por Beryl e Chris.
Contudo, muitos desses eventos não recebem grande destaque na mídia. Entre os mais devastadores estão Helene, que causou 255 mortes recentemente, e o furacão Milton.
As listas de nomes são recicladas anualmente. Assim, em 2030, os furacões voltarão a ser nomeados como Alberto, Beryl, Chris e outros que já foram utilizados em 2019.
Vale ressaltar que até 1979, apenas nomes femininos estavam presentes nas listas, sendo que atualmente há uma combinação de nomes masculinos e femininos.
Aposentadoria de nomes
Quando um furacão ou ciclone é extremamente devastador e entra para a história, as autoridades retiram seu nome da lista e o substituem por outro que comece com a mesma letra.
Os exemplos incluem as seguintes tempestades:
- Mangkhut (Filipinas, 2018);
- Irma e Maria (Caribe, 2017);
- Haiyan (Filipinas, 2013);
- Sandy (EUA, 2012);
- Katrina (EUA, 2005);
- Mitch (Honduras, 1998); e
- Tracy (Darwin, 1974).
Temporadas de furacões e ciclones
As temporadas de furacões e ciclones são fixas, ocorrendo durante períodos específicos. No Atlântico Norte e Caribe, a temporada vai de 1º de junho a 30 de novembro, enquanto no Pacífico Norte Oriental, ocorre de 15 de maio a 30 de novembro.
Por que furacão “Milton”?
Os nomes de ciclones e furacões, como furacão Milton e Katrina, não homenageiam pessoas específicas. As tempestades recebiam nomes aleatórios, muitas vezes relacionados a eventos históricos.
O furacão no Atlântico em 1842 recebeu o nome de Antje em referência a um barco que teve seu mastro arrancado pela tempestade.
Atualmente, a escolha dos nomes é baseada na familiaridade para as comunidades afetadas. A principal função é garantir que as pessoas se lembrem dos nomes e facilitar a preparação para as tempestades.
Para a temporada de 2024, os nomes designados para ciclones e furacões no Atlântico Norte, Golfo do México e Caribe incluem:
- Alberto;
- Beryl;
- Chris;
- Debby;
- Ernesto;
- Francine;
- Gordon;
- Helene;
- Isaac;
- Joyce;
- Kirk;
- Leslie;
- Milton;
- Nadine;
- Oscar;
- Patty;
- Rafael;
- Sara;
- Tony;
- Valerie; e
- William.
Por fim, vale destacar que em outras regiões, como o Pacífico Norte Oriental, os nomes são diferentes. Por exemplo, os especialistas nomearam os ciclones dessa área em 2024 de Aletta, Hector e Miriam.